O Sucesso da Loja Virtual AliExpress

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Não importa o lugar do mundo em que esteja, você já ouviu falar do AliExpress, um site de e-commerce chinês, lançado em 2010 que possui consumidores em mais de 220 países. A página vende milhões de dólares em produtos por ano ao redor do planeta, sendo o campeão de quantidade de pedidos no Brasil. Em 2014 foram 11 milhões de pedidos entre os meses de julho e setembro, muito à frente do segundo colocado – o grupo B2W, que reúne os sites Submarino e Americanas – que vendeu 7,2 milhões de produtos. Esses recordes acontecem também em nível mundial: em 2012 o grupo do qual o AliExpress faz parte movimentou uma quantia de aproximadamente 170 bilhões de dólares em venda, mais do que a Amazon.com e o eBay movimentaram somados no mesmo período.

O AliExpress faz parte do grupo chinês de e-commerce Alibaba, que inclui empresas que não conhecemos tão bem no Brasil, como o homônimo Alibaba – venda por atacado internacional – e o Taobao – venda por atacado e varejo para empresários na China. Em setembro de 2015 o Grupo Alibaba completou 16 anos de atuação global, sempre à frente da curva do mercado atual.

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O grande diferencial do AliExpress é a sua abrangência no mercado internacional, para empresas e pessoas físicas, com possibilidade de vendas no atacado e no varejo, o que possibilita a transação de grandes quantidades de dinheiro de forma simultânea em diversas frente; ao passo que empresas brasileiras não oferecem tantas opções e possuem um mercado limitado às fronteiras nacionais.

Outro ponto em que garante a dianteira é o lucro. O site chinês faturou cerca de R$ 330 milhões no terceiro trimestre de 2014. Esse valor líquido é superior ao das marcas brasileiras, sem contar que, de acordo com o Estadão, o investimento em mídia do AliExpress não chega a US$ 300 mil por mês. Sites de grande porte costumam investir dez vezes mais em propaganda e publicidade no Brasil. O fenômeno do “boca-a-boca” garante a expansão chinesa: os usuários comentam com amigos e familiares sobre as compras efetuadas e sugerem a eles a loja online por causa de seus preços mais baixos ou garantia de devolução, caso o cliente afirme que não recebeu o produto.

Apesar da crença popular de que o carro-chefe do AliExpress e seu sucesso no território brasileiro é graças aos seus produtos tecnológicos ou gadgets, o grande alicerce no Brasil está nas vendas do setor de modas e acessórios. Quase 60% de todos os pedidos efetuados em terras tupiniquins são de consumidores do sexo feminino. Portanto os seus concorrentes não são as Lojas Americanas ou a Submarino, mas lojas virtuais como a Dafiti e a Netshoes.

Existem muitos questionamentos relacionados à legalidade do AliExpress e a taxação de impostos e, apesar da política de importação ser muito restritiva no Brasil, os consumidores raramente pagam impostos, devido uma política do Alibaba: os pacotes são postados como encomendas de pessoas físicas e as postagens são fracionadas, tendo em vista que possui diversos fornecedores. Em nota publicada ano passado, os Correios afirmaram que desde 2009 os pacotes pequenos provenientes da China aumentaram em 100% ao ano. Atualmente, a tributação de produtos vindos do exterior que tenham remetente e destinatário como pessoas físicas só ocorre quando o valor passa de US$ 50,00; e, mesmo assim, não é toda compra que será taxada. O que torna a compra muito vantajosa para o cliente final. Artigos (Aline Tomasoulo)

 

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