Equipe brasileira, com cinco niteroienses, é campeã de shuffleboard
Heróis de um jogo desconhecido
Um pequeno grupo de brasileiros - sendo cinco niteroienses - trouxe recentemente dos Estados Unidos o título de campeão de um esporte pouco conhecido no País: o Shuffleboard. Nações mais tradicionais na modalidade, como Japão, EUA e Canadá, ficaram para trás na competição. Sandra Vergara, Odilon Terzella, Luiz e Lyz Maria Pimentel e Fernando Viana, todos de Niterói, além dos atletas do Rio de Janeiro e de São Paulo, participaram do Campeonato Internacional de Shuffleboard realizado entre os dias 18 e 23 de agosto, na cidade de hemet, Califórnia, e venceram.
O shuffleboard é jogado numa quadra de cimento de 16m x 1,5m. Usam-se oito
discos, quatro por jogador, e tacos em alumínio ou fibra de vidro, de cerca de
2m (o tamanho é regulável) com uma forquilha na ponta, para apoiar e empurrar
os discos. A quadra tem o desenho de duas pirâmides, com as pontas viradas uma
para a outra, e são subdivididas em pontos, lembrando um jogo de amarelinha. No
meio, entre as pirâmides, há uma parte neutra, chamada dead area ou ára da
morte, onde os discos perdem a validade. São quatro jogadores de times
diferentes posicionados no jogo, sendo dois em cada lado. Joga uma dupla por
vez, com o objetivo de acertar os pontos da pirâmide e atrapalhar ou tirar os
pontos do adversário.
Jogo dos cavaleiros - O esporte é originário da Inglaterra, nos idos tempos do
Rei Artur (errata - Rei Henrique VIII). O jogador Luiz Pimentel, que conhece a
história do esporte, diz que o shuffleboard era jogados pelos cavaleiros do rei
(errata - arqueiros). Também seria jogado nos porões dos navios, no período
das grandes navegações. A equipe brasileira de shuffleboard, que hoje conta
com 18 pessoas, existe há cinco anos. O esporte foi trazido para o País pelas
mãos do americano Michael Zellner, que e o atual presidente da Associação
Brasileira de Shuffleboard, com sede em São Paulo.
Nas suas participações nos campeonatos mundiais, a equipe brasileira teve bons
resultados: foi 3º lugar em 97 nos EUA e 1º lugar em 1998, no Canadá, além
de campeã deste ano. O grupo não participou do Mundial de 99, no Japão, pela
distância e pela falta de patroc~inio. Apesar das dificuldades a equipe vigra
com a possibilidade de o esporte constar nas Olimpíadas de Atenas, de 2004. O
próximo mundial vai ser em 2001, na Austrália. Negociando a construção de
uma quadra no Praia Clube São Francisco, eles torcem pela popularização do
esporte. "É o nosso sonho", finaliza Sandra.
Reportagem de Luciana Spitz
Jornal O Fluminense - 15 e 16/10/2000 - Segundo Caderno